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Miomas

Dra. Bianca Hillmann
Médica ginecologista e obstetra
CRM-SC 20037 · RQE 14526

Outubro de 2026 · 4 min de leitura

Ilustração do útero indicando mioma submucoso, intramural e subseroso

O que é mioma?

Ilustração do útero indicando mioma submucoso, intramural e subseroso

Miomas são tumores benignos do útero compostos de músculo liso e tecido fibroso. Eles têm origem na parede do útero e podem ser Subserosos, intramurais ou submucosos.

Os miomas subserosos são aqueles na parede externa do útero e que só vão causar sintomas se ficarem muito grandes e chegarem a comprimir alguma estrutura como a bexiga (urgência ou incontinência urinária), o intestino (dificuldade para evacuar) ou os nervos da pelve (dor).

Os miomas intramurais ficam no meio da parede do útero e podem causar cólicas e compressão de órgãos adjacentes.

Os miomas submucosos são os mais sintomáticos. Eles ficam na parte mais interna do útero e distorcem a sua cavidade, deslocando o endométrio. Mesmo os muito pequenos costumam causar sangramento abundante e podem causar infertilidade e abortos.

Não sabemos por que algumas mulheres desenvolvem miomas e outras não, mas cerca de 30% das mulheres brancas e 40% das negras têm miomas. Os miomas tendem a crescer de forma contínua até que a mulher entre na menopausa e depois ficam estáveis ou até reduzem de tamanho com os anos.

Os miomas não têm relação com câncer e só precisam ser removidos quando estiverem causando sintomas ou crescendo rápido.

Todo mioma precisa de cirurgia?

Nem toda paciente com miomas precisa de cirurgia. As indicações de cirurgia são as seguintes:

  • Miomas com componente submucoso, ou seja, que distorce a cavidade endometrial, e por isso causam sangramento excessivo na menstruação e dificuldade de engravidar;
  • Miomas muito grandes ou múltiplos e que causam sintomas compressivos como dor pélvica, sensação de peso, dificuldade para evacuar e aumento da frequência urinária;
  • Miomas de crescimento rápido ou que crescem após a menopausa (devido ao risco de malignidade);

Miomas pequenos, de crescimento lento e que não tragam sintomas, não precisam ser operados e podem ser acompanhados através de ultrassom transvaginal.

Como tratar mioma?

Primeiramente é importante ressaltar que nem todos os miomas precisam de tratamento. Vamos tratar aqueles que trazem algum tipo de sintoma.

O sintoma mais comum dos miomas é o sangramento menstrual excessivo, mas eles também podem causar infertilidade, cólicas e sintomas compressivos.

As opções de tratamento para os miomas são:

  • Uso de anticoncepcionais: com a intenção principalmente de reduzir o sangramento. Importante saber que os anticoncepcionais não vão causar aumento e nem redução do tamanho dos miomas.
  • Bloqueio hormonal: simula uma menopausa transitória e pode ser usado para tentar reduzir o tamanho dos miomas antes de uma cirurgia e permitir uma cirurgia menos invasiva. Não é utilizado por um período longo devido aos riscos e efeitos colaterais do tratamento.
  • Embolização dos miomas ou do útero: procedimento realizado pelo cirurgião vascular com o intuito de reduzir o suprimento sanguíneo do mioma de forma a reduzir o seu tamanho e evitar o seu crescimento.
  • Miomectomia: é a retirada cirúrgica do mioma. Pode ser feita por histeroscopia, por videolaparoscopia, por robótica e por cirurgia aberta.
  • Histerectomia: é a retirada do útero e pode ser feita por via vaginal, videolaparoscopia, robótica e cirurgia aberta.

Como escolher entre a miomectomia e a histerectomia no tratamento dos miomas?

A principal indicação de realizar miomectomia ao invés de histerectomia é o desejo reprodutivo, ou seja, mulheres que ainda desejam engravidar (ou não têm certeza) devem ter o útero preservado e retirar apenas miomas.

Já as pacientes que não desejam mais engravidar irão se beneficiar mais da histerectomia (retirada do útero). Isto porque a histerectomia é uma cirurgia mais completa, que irá remover todos os miomas existentes e impedir o surgimento de novos miomas. Além de geralmente ser uma cirurgia mais simples, com menos sangramento, menor duração e melhor recuperação do que a cirurgia de miomectomia.

É importante ressaltar que a remoção do útero vai deixar a mulher sem menstruar, mas não vai alterar a produção hormonal pois os hormônios são produzidos nos ovários e estes devem ser preservados.

E naquelas pacientes que não desejam mais engravidar mas não se sentem tranquilas com a remoção do útero (por questões espirituais, religiosas ou emocionais), a miomectomia também pode ser indicada.

Caso precise de ajuda para entender melhor os prós e contras de cada cirurgia, agende sua consulta.

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Médica ginecologista em Florianópolis

Dra. Bianca R. Hillmann

CRM-SC 20037 | RQE 14526

Realizei minha formação em Medicina, residência em Ginecologia e Obstetrícia e mestrado na UFSC, instituição na qual fui professora titular por 3 anos. Atualmente, atendo pacientes na minha clínica e realizo cirurgias ginecológicas minimamente invasivas, incluindo laparoscopia, cirurgia robótica e via vaginal, sempre priorizando segurança, conforto e bem-estar.

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Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica.